quarta-feira, 20 de março de 2013

Primavera!

Hoje começa a Primavera, mas foi graças a um Inverno rigoroso que estas flores tiveram oportunidade de florescer. 

Este ano choveu muito e durante muito tempo, molhando a terra que foi vítima de uma seca que durou vários meses, nestes dias tenho visto campos e campos cheios de flores silvestres, as quais com muita pena minha não sou capaz de identificar mas que fiquei com vontade de fotografar, deixo aqui as imagens como forma de celebração deste Equinócio. 


Exif: Camera Model: Canon EOS 7D; Photographer: Luis Malheiro; Exposure Time: 1/250 sec; F-Number: f/2.8; Exposure Program: Manual; SO Speed Rating: 160; Focal Length: 150.00 mm


Exif: Camera Model: Canon EOS 7D; Photographer: Luis Malheiro; Exposure Time: 1/100 sec; F-Number: f/2.8; Exposure Program: Manual; ISO Speed Rating:160; Focal Length: 150.00 mm

Exif: Camera Model: Canon EOS 7D; Photographer: Luis Malheiro; Exposure Time: 1/80 sec; F-Number: f/4.5; Exposure Program: Manual; ISO Speed Rating: 160; Focal Length: 150.00 mm

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Sapo-parteiro-ibérico (Alytes cisternasii)


Exif:

Exposure Time: 1/100 sec
F-Number: f/2.8
Exposure Program: Aperture Priority
ISO Speed Rating: 160
Lens Aperture: f/2.8
Flash: Flash, Compulsory
Focal Length: 150.00 mm


O sapo-parteiro-ibérico, é uma espécie endémica da península-ibérica que se distribui principalmente pelo interior do nosso país, sendo mais abundante na parte sul. No máximo costuma antigir apenas 45 mm de comprimento. É uma espécie de hábitos nocturnos, embora seja visto frequentemente durante o dia, especialmente se for um dia chuvoso ou nublado. Nos dias mais frios procura refúgios debaixo de pedras ou pode mesmo escavar buracos para se esconder.
Na época reprodutiva podem se ver os machos com os cordões de ovos enrolados nos membros posteriores (o mesmo macho pode transportar ovos de várias fêmeas), como os ovos são muito sensíveis o macho refugia-se em buracos durante cerca de três semanas. Após esse tempo de incubação deslocam-se até uma massa de água, onde se dá a eclosão. 

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Gaivota-d'asa-escura (Larus fuscus)

Na minha última saída de campo encontrei muitas gaivotas (as quais ainda tenho muita dificuldade em identificar), tendo esta chamado a minha atenção pela mancha vermelha no bico e pela cor dos seus olhos.

A Gaivota-d'asa-escura embora mais abundante no litoral também ocorre no interior nas albufeiras, principalmente no Inverno.

Fica aqui o registo deste exemplar na barragem do Caia:

EXIF Summary: 1/200s f/7.1 ISO500 400mm (35mm eq:640mm) Abrigo Flutuante

domingo, 7 de outubro de 2012

Abrigo Flutuante

Maçarico-das-Rochas (Actitis hypoleucos)

Exif:
Abrigo Flutuante

Camera Model: Canon EOS 7D
Photographer: Luis Malheiro
Exposure Time: 1/500 sec
F-Number: f/8.0
Exposure Program: Aperture Priority
ISO Speed Rating: 125




Apesar de a chuva ainda não ter sido muita e as albufeiras continuarem com níveis de água preocupantes dada a seca a que estivemos sujeitos este ano, hoje aproveitei para ir até a Albufeira do Caia a convite do Ricardo para verificar se as espécies invernantes já tinham começado a chegar. 

Ainda de noite, mal paramos a Strakar, avistamos num dos braços da Albufeira uma série aves que apesar de não as conseguirmos identificar decidimos experimentar o local e colocar aí os abrigos flutuantes em acção. 


Após o primeiro choque com a água até o fato estar completamente húmido começamos a andar pelo braço até uma pequena ilha, onde nos separamos. O Ricardo seguiu pela direita e eu pela esquerda. 


Consegui então nesse lado avistar a Garça-real-comum, Pato- real, Frisada e o Maçarico-das-rochas. 

O local revelou-se bom e acabamos por conseguir observar e fotografar várias espécies, concerteza será um local a visitar novamente se a chuva teimar em não cair.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Lagarto-de-água (Lacerta schreiberi)

“Finalmente encontrei” disse cerca das 14:10 H, respirando fundo. Por entre o lodo vê-se a longa cauda em tons claros, e lentamente as impurezas da água começam a assentar e reparamos que se trata de uma fêmea adulta de Lagarto-de-água (Lacerta schreiberi)
EXIF: Exposure Time: 1/15 sec; F-Number: f/4.0; Exposure Program: Aperture Priority; ISO Speed Rating: 100; Exposure Bias: -0.7 EV


A alegria de encontrar um animal que se procura há muito tempo é indiscritível. É certo que o Lagarto-de-Água é uma espécie relativamente fácil de encontrar nalgumas zonas do Norte do país, contudo, a busca até ao momento infrutífera, tinha sido circunscrita ao pequeno núcleo populacional que conheciamos existir no Parque Natural da Serra de São Mamede.

Segundo dados do ICNB (Janeiro de 2006) estima-se a existência de aproximadamente 115 000 indivíduos concentrados numa única ribeira do Parque Natural, apesar de, até há bem pouco tempo, não saber exatamente qual. Os números parecem tranquilizadores mas acredita-se que a espécie esteja em regressão no nosso país não só nos números populacionais mas também na sua área de distribuição. O Ricardo Lourenço procurava-o desde o início de 2011 em várias ribeiras com nascentes no “coração” da Serra de São Mamede, procurando criteriosamente locais com características semelhantes ao habitat do lagarto de água. Todavia, após longas caminhadas e horas “perdidas”, estabeleceu recentemente contactos com alguns biólogos que lhe forneceram dados concretos sobre a localização do núcleo populacional isolado na Serra de São Mamede. Rapidamente, em equipa comigo, desenvolvemos esforços no sentido de encontrar este belo animal, criando quadrículas da ribeira onde os acessos seriam possíveis e a busca pudesse ter sucesso.


EXIF: Exposure Time: 1/30 sec; F-Number: f/11.0; Exposure Program: Aperture Priority; ISO Speed Rating:100; Lens Aperture: f/11.0; Exposure Bias: -1 EV


O estudo pormenorizado do terreno, quer através de cartas militares, Google Earth ou através de reconhecimento de carro e a pé, acabou por se revelar decisivo mais tarde.

Ao longo de vários dias, descemos e subimos vários troços da ribeira sem obter qualquer resultado que deixasse adivinhar a presença do animal, levando-nos a questionar o número de indivíduos e as informações que nos foram fornecidas.

Porém, hoje (Dia 17 de Maio de 2012) definimos mais uma saída de campo que nos levaria a mais dois locais promissores. Durante 2 horas caminhámos ao longo desses locais levantando pedras, caminhando dentro de água por entre o lodo e atentos ao restolhar junto da vegetação densa das margens. Nestas passagens encontrámos locais incríveis, paisagens ricas, espaços maravilhosos de vegetação e quedas de água abundantes, mas nem um único lagarto de água.


EXIF: Exposure Time: 1/80 sec; F-Number: f/3.2; Exposure Program: Aperture Priority; ISO Speed Rating: 100


Após duas horas e resignados por mais uma desilusão voltámos a um local já visitado à procura de possíveis acessos a outras zonas da ribeira. Enquanto o Ricardo se embrenhou por entre a vegetação, eu fiquei à espera perto do carro num local improvável de ocorrência da espécie mas foi precisamente nesse local onde vi esta fêmea saltar para dentro de água e disse: “Finalmente encontrei!”




Exposure Time: 1/25 sec; F-Number: f/4.0; Exposure Program: Aperture Priority; ISO Speed Rating: 100; Exposure Bias: -0.7 EV

Artigo Redigido por: Ricardo Lourenço e Luís Malheiro
Imagens: Luís Malheiro